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Tentei ser imparcial.

Mais uma vez aconteceu.

Parece que a sina de quem se envolve comigo invariavelmente passa por decepção.

Não sei o que acontece, só que é repentino, inesperado. Assustador.

E parece que quanto mais envolvido eu estiver com a pessoa, pior para ela.

Por algumas vezes estive a ponto de dizer que te amava. Mas parei antes, para não assustá-la e por não ter certeza do que sentia.

Pois é. Agora, mesmo que não fosse isso, estou mais uma vez sozinho. Culpa minha, e só minha, que fique bem claro.

Enfim.

Vou seguir em frente, não existe outra opção. Mais um remorso para me lembrar por muito tempo. Mais um esqueleto no armário.

Também não é por isso que desistirei de lutar pela minha sobriedade e me entregarei de vez. Pelo meu filho, minha mãe e meu pai. Mas principalmente por mim, não posso desistir, sei que sou mais do que tenho sido na vida.

Continuo querendo vencer diariamente essa batalha. Afinal cada dia vencido é um tijolo que coloco em minha frente, como para construir um muro contra isso.

Cada vez que erro, perco um (ou mais) aliado(s) sei disso.

Mas afinal, isso só depende de mim.

E começarei com força maior, quantas vezes se mostrar preciso.

Não sou orgulhoso para dizer que não preciso de ninguém?

Não sou teimoso para continuar com meu ponto de vista até o fim?

Pois bem, usarei essa teimosia e esse orgulho para manter a hombridade, usarei contra essa voz que a cada cinco minutos de bobeira me sopra no ouvido: “olha só, você está sozinho, vai comprar um cigarro no boteco e toma umazinha, ninguém vai ver”.

E, se ficou a dúvida, não, eu não consigo sozinho. E sim, meu ponto de vista é errado.

Espero que consiga agir como sugeri aqui. E que sempre que pensar em deslizar, lembre-me disso.

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