Pular para o conteúdo principal

Obrigado Ferris Bueller.

Nos idos de 1990, conheci um menino.

Nesses 20 anos que se passaram desde então, muita coisa aconteceu entre nós. Coisa boa e coisa ruim, muito eu o vi aprender, errar e acertar.

Vi quando aprendeu a contar, quando aprendeu as cores e, aos 10 anos o vi começar a aprender aquilo que hoje o faz pleno. Tocar violão e guitarra.

Enquanto isso, na sessão da tarde que assistíamos depois de eu trazê-lo da escola, o talvez mais clássico filme de adolescentes dos anos 80, passava e passava e passava.

Curtindo a Vida Adoidado. Quem não se lembra das loucuras de três adolescentes numa tarde na cidade norte-americana de Chicago, depois de matarem aula e pegarem “emprestado” do pai do Cameron a Ferrari 1960 que ele havia restaurado? E a cidade inteira cantando com Ferris na parada?

Porque eu contei isso?

Ontem, ao vê-lo no palco pela primeira vez por um show inteiro, e ouvindo os elogios à sua musicalidade ao meu redor, ao orgulho que me preencheu, algo se somou.

Uma lembrança daquele homem de 1,80m, cavanhaque ralo, óculos e um sorriso entre tímido e satisfeito, ainda criança, com talvez 4 ou 5 anos tomando demorados banhos e sempre cantando Twist and Shout, clássico dos Beatles.

Obrigado Renome (www.myspace.com/bandarenome), Daniel, Sérgio, e galera do NoCanto pelo momento que vivi ontem.

Mas principalmente, obrigado Ferris Bueller.

Não entendeu o título? Refresque sua memória aqui: http://www.youtube.com/watch?v=L5Du2A1znpY&feature=related

Comentários

  1. Queria eu ter dom para escrever tanto assim!!!!
    Dani! Saudades!!! Ah! Eu já vi esse menino tocando um pouco... e concordo c vc!!!!
    Bjss

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Tentei ser imparcial.

Mais uma vez aconteceu. Parece que a sina de quem se envolve comigo invariavelmente passa por decepção. Não sei o que acontece, só que é repentino, inesperado. Assustador. E parece que quanto mais envolvido eu estiver com a pessoa, pior para ela. Por algumas vezes estive a ponto de dizer que te amava. Mas parei antes, para não assustá-la e por não ter certeza do que sentia. Pois é. Agora, mesmo que não fosse isso, estou mais uma vez sozinho. Culpa minha, e só minha, que fique bem claro. Enfim. Vou seguir em frente, não existe outra opção. Mais um remorso para me lembrar por muito tempo. Mais um esqueleto no armário. Também não é por isso que desistirei de lutar pela minha sobriedade e me entregarei de vez. Pelo meu filho, minha mãe e meu pai. Mas principalmente por mim, não posso desistir, sei que sou mais do que tenho sido na vida. Continuo querendo vencer diariamente essa batalha. Afinal cada dia vencido é um tijolo que coloco em minha frente, como para construir um...

Boa sorte Pedro Torena.

E ele foi. O momento ensaiado, previsto e tão comentado nos últimos dois meses, aconteceu. A partir de agora ele deixa seu cativo público de nós três para, numa batalha de recomeço, renovação e independência cativar novos. Deixa em Nova Odessa seu nome de batismo, desembarcando em Sampa como Pedro Torena, músico. O violão se cala nessa casa, bem como o sarcasmo, o humor ácido e refinadas "tiradas". A Marina terá bem menos ataques de riso, fato. Eu daqui sigo apoiando. Com o estranho sentimento de orgulho/confiança/inveja/fé. Eu que não sei sentir já me estranho de saudade. Boa sorte Pedro. Mantenha a mente aberta, ouça tudo. Voe como semente que é. Leve os seus frutos para longe daqui, onde há solo fértil. Lembre-se que a árvore de onde saiu está enraizada, sempre pronta para que volte mas esperando que isso não precise acontecer. Leve com você meu beijo, minha benção. ps: Ainda não passou uma hora que ele saiu, mas uma vida já se passou em meus olhos.