Pular para o conteúdo principal

Natal/Esperança

É Natal. Época estranha pra quem não sabe sentir. E por incrível que pareça esse ano estou sentindo. Algo bom. Confesso que isso me preocupa, já que depois que sinto algo bom a vida costuma me aplicar uma prova. Fato.
Mas enquanto comentava o post de Natal dos irmãos do www.quecorralavoz.com me senti tomado.

A esperança que devo sentir, tantas vezes encalacrada na mais profunda esquina da minha alma me invadiu.

Me disse que apesar dos presentes que não poderei entregar, das pessoas que não poderei abraçar, das despedidas que não poderei fazer eu devo sim mantê-la acesa.

Não há medida irrefutável, não há adeus que dure pra sempre. Não há erro que não possa ser remediado, não há pecado que não possa ser expiado. Não há samba que não alegre, não há abraço que não conforte.

Realmente espero que essa esperança não se perca frente as inevitáveis agruras da vida que me espera daqui pra frente.

E que todos os que sabem que eu os amo sintam um caloroso abraço na próxima meia-noite. E que você sinta nas duas próximas.

Um beijo e um abraço no coração de todos. Os que estão ao lado, os que atravessaram um Oceano ou a Linha do Equador. E aqueles "so close, so far"

Feliz Natal.



Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Obrigado Ferris Bueller.

Nos idos de 1990, conheci um menino. Nesses 20 anos que se passaram desde então, muita coisa aconteceu entre nós. Coisa boa e coisa ruim, muito eu o vi aprender, errar e acertar. Vi quando aprendeu a contar, quando aprendeu as cores e, aos 10 anos o vi começar a aprender aquilo que hoje o faz pleno. Tocar violão e guitarra. Enquanto isso, na sessão da tarde que assistíamos depois de eu trazê-lo da escola, o talvez mais clássico filme de adolescentes dos anos 80, passava e passava e passava. Curtindo a Vida Adoidado. Quem não se lembra das loucuras de três adolescentes numa tarde na cidade norte-americana de Chicago, depois de matarem aula e pegarem “emprestado” do pai do Cameron a Ferrari 1960 que ele havia restaurado? E a cidade inteira cantando com Ferris na parada? Porque eu contei isso? Ontem, ao vê-lo no palco pela primeira vez por um show inteiro, e ouvindo os elogios à sua musicalidade ao meu redor, ao orgulho que me preencheu, algo se somou. Uma lembrança daquele ...

Tentei ser imparcial.

Mais uma vez aconteceu. Parece que a sina de quem se envolve comigo invariavelmente passa por decepção. Não sei o que acontece, só que é repentino, inesperado. Assustador. E parece que quanto mais envolvido eu estiver com a pessoa, pior para ela. Por algumas vezes estive a ponto de dizer que te amava. Mas parei antes, para não assustá-la e por não ter certeza do que sentia. Pois é. Agora, mesmo que não fosse isso, estou mais uma vez sozinho. Culpa minha, e só minha, que fique bem claro. Enfim. Vou seguir em frente, não existe outra opção. Mais um remorso para me lembrar por muito tempo. Mais um esqueleto no armário. Também não é por isso que desistirei de lutar pela minha sobriedade e me entregarei de vez. Pelo meu filho, minha mãe e meu pai. Mas principalmente por mim, não posso desistir, sei que sou mais do que tenho sido na vida. Continuo querendo vencer diariamente essa batalha. Afinal cada dia vencido é um tijolo que coloco em minha frente, como para construir um...

Velinhas, promessas e egoísmo...

Ano novo e aniversário são datas que costumo olhar para dentro, para trás, e pensar como serei daqui pra frente. Reavalio todas as cagadas, e juro pra mim mesmo que elas não tornarão a acontecer. Como esse ano é meio novo, ainda é cedo para pensar no reveillon (nem chegou o São João). Mas, ter nascido no gélido quase inverno do ABC Paulista tem lá suas vantagens. Soprar velinhas em junho me dá a oportunidade de fracassar em promessas semestre a semestre. É fato. Promete, quebra promessa, Promete, quebra promessa, Promete, quebra promessa. Faz um bom tempo que as coisas funcionam assim. Então, deixo agora para a posteridade minha última resolução: “De hoje em diante, nunca mais prometo nada. Viverei o melhor que puder pelos próximos 5 minutos, tentando agradar única e simplesmente a mim”. Muito obrigado pela paciência com tão tola literatura. Agradeço a todos os que lembraram-se do dia de hoje. Um beijo e um abraço nos seus corações.