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Fora de Hora.

Um ano. O primeiro.
Um ano atrás O Brilho preencheu meu olhar.
Ainda lembro como foi.
No carro da minha mãe, depois de uma festa em um dia que eu não estava bem.
Esperávamos a padaria abrir.
Nos conhecíamos há pouco e pacientemente você ouvia as músicas que eu gosto com o rosto debruçado no painel.
Foi assim que aconteceu.
Foi assim que meu olhar brilhou, meu estômago pulou e meu coração descompassou.
Depois daquele dia, muitas vezes me causou o mesmo efeito.
Porém eu não suportei tamanho sentimento em meu peito e errei.
Nesse um ano errei o suficiente para perder o direito de ver O Brilho.
Não escrevo para lhe comover, nem pedir perdão. Você tampouco precisa ler.
Escrevo para desengasgar.
E agradecer as inúmeras tentativas.
No geral, foi bom saber que ainda sou capaz de sentir.
Mas não quero sentir agora.

Esse post talvez não esteja no exato aniversário, mas me martelou por todo o último final de semana.

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